Se você é dessas pessoas que cresceram sendo criados por tios, avós, primos e etc., e agora sua mãe não larga do seu pé, tentando recuperar o tempo perdido, te sufoca como se fosse um animal de estimação, e você ainda tem o infortúnio de certas pessoas te chamarem de criancinha/filhinho da mamãe/ e afins, vai entender o seguinte post. Se não, e interpreta-me como revoltada, nem se dê o trabalho.
Sufocada.
É essa a palavra que me define no exato momento. Não sei se o clima também contribui, mas acontece que já não aguento mais isso. Sim, caro leitor, é como um desespero... Não completo, mas um que me acompanha há anos e que só agora resolveu explodir. Não me interprete mal, eu amo minha mãe, muitissimo, mas estou cansada dela fazer tudo por mim, e ela simplesmente não consegue parar!
E assim, fica realmente díficil crescer... Fico imaginando as situações pelas quais terei que passar no futuro, e não saberei como agir. O que me causa tamanha angústia, porque já comecei uma nova etapa da minha vida, que exige maturidade suficiente, e ás vezes tenho vontade que correr pros braços da minha mãe e chorar. Exatamente como uma criança.
Outro aspecto. O modo como me tratam, muitas vezes até com repulsa, também é algo que me entristece. Diálogo muito produtivo de alguém que dizia me amar:
"Você não sabe de nada, você é uma criança, você não sabe o que é ter responsabilidade... Você nunca pagou uma conta, você nunca trabalhou..."
Resumindo: Eu sou uma filhinha de mamãe.
E mais cômico disso, é as pessoas pensam que eu gosto dessa situação, que eu adoro ver minha mãe tomando decisões que deveriam ser minhas, que amo ver minha mãe fazendo tudo por mim. E não assim que a banda toca, eu já estou cansada disso faz tempo, mas agora resolvi tomar a rédeas da minha vida. Eu quero crescer, eu quero aprender a fazer algo sozinha - mesmo que isso signifique errar muitas vezes, - quero saber lidar com meus problemas, quero me defender. Quero lavar minha roupa, quero pagar por elas, quero fazer minha comida, e se não, passar fome, quero dormir no sofá porque não me chamaram, ou chegar atrasada na faculdade porque esqueci do despertador, quero trabalhar, quero pagar minhas contas, quero fazer a compra do mês e SE sobrar dinheiro pensar em ir tomar uns porres (kk ninguém é de ferro). Quero ser eu grande, quero ser gente grande, porque afinal, já vou fazer dezoito anos! E não sei cozinhar, diga-se de passagem. Aliás, também não sei lavar roupa.
Enfim, estou tentando... Tá meio dificil, porque eu sou filha única (ainda por cima!), e minha mãe recusa-se a me deixar crescer... Aquele papo de mãe coruja e tals. Mas todavia, devagar se vai longe, à propósito, já vou até morar sozinha *-* hahaha
Beijos ;♥

